Quarta e última edição do Ponto, agora online

Pag 1 - N.º4A quarta e última edição do Ponto chega finalmente ao ciberespaço. Para consulta ou download, basta clicar em “Edições” ou na aba “N.º 4 – Maio/Junho de 2013“ para aceder a todos os conteúdos nos formatos JPEG ou PDF.

Em boa verdade, esta edição começou a ser preparada no decorrer do Verão de 2012 e só agora é publicada (apenas online, até ao momento) em resultado da indefinição gerada pelas dificuldades financeiras com que a Junta de Freguesia de Cruz Quebrada-Dafundo se depara. Esta questão é, aliás, observada no respectivo editorial, página 2, que, a título explicativo, se transcreve abaixo.

Destaque, nesta última edição, para a grande entrevista a Rui Pregal da Cunha, carismático vocalista dos míticos Heróis do Mar, que cresceu no Dafundo, onde ainda reside a sua mãe; para a crónica de José António Saraiva, director do jornal Sol, e para a reportagem/entrevista de Rita Monteiro, que se deslocou à Quinta de São Mateus, no Dafundo, para conversar sobre o documentário ‘Com Que Voz’ com o residente Nicholas Oulman, filho do incontornável Alain Oulman, que também ali foi criado, no seio de uma família franco-judaica.

Em reportagem, passam-se em revista várias obras públicas de relevo que requalificam a freguesia com benefício para a população e noticia-se como, numa iniciativa inédita, a Junta de Freguesia realizou um levantamento estatístico exaustivo sobre as condições de vida dos oeirenses idosos e, assim, tem vindo a intervir proximamente junto da população mais carenciada.  São ainda notícia os vários abaixo-assinados e petições, que têm definido a resposta activa da sociedade civil para a identificação e a resolução de problemas. O Ponto destaca ainda o trabalho realizado pela Associação de Imigrantes Mundo Feliz, vocacionada para o acompanhamento de imigrantes residentes em Portugal, muito especialmente na freguesia.

Novamente, o Ponto não esquece a cultura, a educação e o desporto. Por fim, a homenagem do Prémio Mérito do jornal Ponto a Inês Filipa Lopes Borges, de 22 anos, que foi, em 2012, a melhor aluna graduada na Faculdade de Motricidade Humana (FMH), com média de 16,42 valores no curso de 1.º ciclo de Reabilitação Psicomotora. Isto e muito mais, sempre com uma pitada de entretenimento e humor. No seu jornal Ponto.

Editorial – última edição

Até logo

O editorial mais difícil. 2200 caracteres com espaços, demasiado curtos para dar aqui por concluído o projecto editorial que foi o jornal Ponto. Evitando adjectivos e advérbios de modo, exigem-se algumas considerações.

No momento em que se escreve este editorial, protelado até não mais ser possível guardar numa gaveta o trabalho feito há muito, não sei ainda se esta edição – a quarta e última – será impressa, e, caso seja, não imagino qual a tiragem. Isto deve-se ao facto de que, segundo me foi transmitido já em fase de conclusão dos trabalhos, a Junta de Freguesia de Cruz Quebrada-Dafundo poderá não dispor de verbas para a impressão em gráfica. A isto acresceram, durante todo o processo de composição desta edição, inúmeras dificuldades adicionais, como o facto de a equipa de trabalho da Junta, que também contribuía de modo relevante para a definição qualitativa do jornal – caso do Nuno Marques, que fotografava e fazia o observatório de Imprensa -, ter vindo a ser cada vez mais reduzida ao longo do tempo, também por motivos orçamentais.

Em apenas quatro edições, o Ponto contou com a colaboração de um conjunto de pessoas a quem quero deixar um especial Abraço: Álvaro Santos, Cátia Ricardo, Luís Dias, Fabrícia Pereira, Rita Monteiro, Ana Rita Nascimento, Olga Lourenço, Tiago Faquinha, Maria Aires, Hugo José, Nuno Marques e Michael Cavero. A todos um agradecimento mais do que merecido, extensível a um painel de cronistas e entrevistados de verdadeiro luxo: Guilherme Filipe, Catalina Pestana, Carlos Neto, José António Saraiva, Camané e, por fim, Rui Pregal da Cunha.

Quanto a mim, dei o que tinha e não tinha para que o Ponto cumprisse e superasse todos os objectivos a que se propôs, mesmo lutando contra as crescentes dificuldades de ordem financeira com que a Junta se vem deparando. À beira de eleições autárquicas e da decorrente extinção da freguesia, é improvável que venha quem ressuscite o Ponto, que nestes últimos quatro anos foi, orgulhoso, o jornal de Cruz Quebrada e Dafundo. Eu, o cidadão e jornalista Hugo Simões, despeço-me já com saudade dos meus estimados leitores Cruz Quebradenses e Dafundenses. Até logo.

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Terceira edição do Ponto, agora online

Depois do Verão, chega ao ciberespaço a terceira edição do Ponto. Para consulta ou download, basta clicar em “Edições” ou na aba “N.º 3 – Agosto/Setembro de 2011“ para aceder a todos os conteúdos nos formatos JPEG ou PDF.

Destaque, nesta edição, para a entrevista a José António Saraiva, director do jornal Sol, na qual desfia temas quentes do passado recente da política nacional e mostra um lado pessoal afável, não esquecendo a sua preferência pela casa que tem no Dafundo, a ligação ancestral à Linha e a inspiração local, que já foi pano de fundo para dois romances seus.

Em reportagem, explica-se em detalhe a ascenção da freguesia de Cruz Quebrada-Dafundo a vila, comentada em crónica por Carlos Neto, presidente do concelho da Faculdade de Motricidade Humana, e, a propósito do 18.º aniversário da freguesia, tempo para um balanço do trabalho levado a cabo pelo executivo da Junta local.

Noticiam-se ainda os resultados inéditos das análises do SMAS à água das praias da freguesia, que agora são próprias para banhos; os ajustamentos e cortes na rede de transportes de Oeiras, com prejuízo também para os habitantes da freguesia, que promoveram um abaixo-assinado na busca de alternativas, e a criação de uma comissão de moradores que contesta junto da Câmara de Oeiras a falta de condições de habitabilidade em edifícios do Bairro Clemente Vicente, no Dafundo, para os quais se exige comparticipação municipal das obras.

O Ponto não podia deixar de relevar iniciativas da Junta de Freguesia local como a criação do conceito ‘Economia Solidária’, que interliga o Banco de Competências, o Cartão da Freguesia, os comerciantes locais e a Loja Solidária pelo espírito de entreajuda; a criação da TV Online da freguesia ou mesmo do bolo tradicional Dafundinho, lançado aquando da comemoração oficial da elevação da freguesia a vila, em parceria com a pastelaria Requinte & Sabores. A terceira edição do Ponto dedicou-se ainda a mostrar o trabalho desenvolvido por instituições locais como os Bombeiros Voluntários do Dafundo, prestes a comemorar o centenário, e a Associação A Ver a Barra, fundada recentemente, destinada à organização de actividades lúdicas para todos, mas especialmente para os mais idosos.

Novamente, o Ponto não esquece a cultura, a educação e o desporto, com justo destaque para os resultados do programa Novas Oportunidades, que já elevou a escolaridade de cerca de 40 pessoas, e, no âmbito desportivo, para os já previsíveis campeões nacionais Tiago Faquinha, ginasta da União Recreativa do Dafundo, e as basquetebolistas sub-16 da SIMECQ, já conhecidas como “incríveis simecquinhas”.

Isto e muito mais, como a homenagem e a entrega do Prémio Mérito do jornal Ponto ao eterno maratonista João Baptista – o “Rei do Jamor”, também apelidado de “atleta de aço” -, ou a revista dos principais eventos da região, sempre com uma pitada de entretenimento e humor. No seu jornal Ponto.

Editorial

A (r)evolução (não) será televisionada

Em Novembro de 2010 escrevia-se aqui ser tempo de nos zangarmos. Entretanto veio o 12 de Março e, mais recentemente, o FMI, cuja intervenção sempre teve, aliás, um único objectivo: canalizar o máximo rendimento possível dos países para o pagamento das dívidas. Passadas décadas de “ajuda ao desenvolvimento”, o Banco Mundial e as troikas da vida convivem hoje num planeta em que um sexto da população humana vive com menos de 77 cêntimos por dia… Depois veio uma certa letargia; o adormecimento possível e até desejável para fazer esquecer uma dor muito incómoda e constrangedora, mas paga a prestações. No entanto, não necessariamente na freguesia de Cruz Quebrada-Dafundo… “A revolução não dará à sua boca sex appeal.”

Entre os partidos, o 12 de Março pareceu resumir-se a um raciocínio simples: “300 mil nas ruas… Como sacar-lhes votos?” Euforia. Descrédito. Por esta ordem. Afinal, aquele mar de gente que sintetizava descontentamentos complexos e díspares não ia votar massivamente num ou noutro partido e a coisa virou populismo contaminado pelos extremos. (ao momento em que se redige este editorial, quatro cidades inglesas estão a ferro e fogo) Talvez tivesse sido pertinente compreender a multiplicação de manifestações diversas de profunda irritação com “o Estado a que chegámos”, parafraseando Salgueiro Maia. “A revolução não o fará parecer dois quilos mais magro.”

Após a grande canção “Parva que Sou”, dos Deolinda, que deu origem à manifestação de 12 de Março, a vitória dos Homens da Luta no Festival da Canção revelou-se uma demonstração oportuna de um tal Estado de espírito inorgânico. Os Homens da Luta venceram porque eram desalinhados, desbocados, a carta fora do baralho. Na mesma linha, tivemos o fenómeno José Manuel Coelho nas presidenciais e no Brasil é eleito o deputado federal Tiririca – “pior do que ‘tá não fica”. “A revolução irá colocar-te no lugar do condutor.”

Apesar desta ilógica lógica, a excepção de uma lógica ilógica confirma a regra da vitória de Passos Coelho sobre Sócrates nas legislativas. O actual primeiro-ministro derrotou o antecessor sob a mediatizada ideia manipuladora de que só ele o poderia fazer. Tantos foram os que votaram contra um candidato e não a favor de outro; contra as suas próprias convicções, descrendo do bom senso do resto do País, todo ele à medida do colete de forças dicotómico em que a comunicação social o enfia. Uma massa amorfa de gente doida que não sabe votar, mas entre a qual tantos se misturam. “Se não podes vencê-los…” No entanto, não necessariamente na freguesia de Cruz Quebrada-Dafundo…

E assim, conferindo a excepção das excepções, chegamos de forma declarada à história não contada nas restantes páginas desta edição: a entrega do cartão de militante do PS, dia 9 de Março, pela parte de Paulo Freitas do Amaral, presidente da Junta local, e a consequente criação do MOV (Movimento Oeiras Vive), um movimento de cidadãos que, com epicentro na freguesia, redunda do Manifesto XXI, já aqui referido na edição anterior, com vista a conquistar as autárquicas de 2013 em Oeiras. A provocação surtiu efeito: a sociedade civil, entre a qual se consubstancia o sentimento generalizado de que o sistema político vigente está falido, mobilizou-se e está a fazê-lo nas dez freguesias do concelho.

Ora, se Paulo Freitas do Amaral explicou a renúncia ao PS por discordar das políticas do Governo de Sócrates e da relação distante entre as estruturas partidárias locais e nacionais, onde “os dados estão viciados” sem o envolvimento das populações, já os textos fundadores do MOV assumem, sob o pressuposto de “uma crise de credibilidade que políticos e actividade política atravessam”, o “aprofundamento da democracia participativa”, “ultrapassando crises de representação política” e partindo “da sociedade civil para o combate político sob a forma de movimentos cívicos organizados local e regionalmente”. Esperando surtir um “efeito dominó” pelo País, o MOV, apoiado por Catalina Pestana e Carlos Neto (dois dos cronistas do Ponto), terá de chegar às cinco mil assinaturas para candidatar-se às próximas autárquicas, tendo por mote a ideia de que “é preciso jogar o jogo político, ganhá-lo, e então mudá-lo”.

Daqui inferimos que nesta freguesia e neste concelho a história é outra, diferente daquela, letárgica, observada um pouco por todo o País. Também o Ponto, desde o anterior editorial, no qual se observava não haver registo de candidaturas espontâneas oriundas da freguesia, viu muito alargadas as colaborações. De referir que o nosso jornal conta agora com um novo designer gráfico – Luís Ferreira Dias. Aqui fica uma palavra de apreço pela dedicação e pelo esforço da anterior designer, Cátia Ricardo, que abandonou o projecto por motivos profissionais.

A propósito do título deste editorial – referência óbvia à canção-poema ‘The Revolution Will Not Be Televised’, de Gil Scott-Heron -, porque é que a revolução não será televisionada? Porque ela acontece, antes de mais, dentro da gente de um povo. “A revolução será ao vivo.”

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Problemas de formatação do ficheiro PDF (segunda edição do Ponto)

Temos verificado que, em alguns computadores, nomeadamente PC’s, o ficheiro PDF da segunda edição do Ponto, disponível para leitura e download, apresenta alguns problemas de formatação de texto quando lido online. Sugerimos o download para leitura no computador. Procuraremos resolver a anomalia brevemente.

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Segunda edição do Ponto online

A segunda edição do Ponto, agora em 16 páginas, chegou finalmente, no início de 2011, à Internet. Para consulta ou download, basta clicar em “Edições” ou na aba “N.º 2 – Novembro/Dezembro 2010“ para aceder a todos os conteúdos da segunda edição do nosso jornal nos formatos JPEG ou PDF.

Acompanhe a realidade local e concelhia numa perspectiva fresca e única que lhe permite estar a par de novas oportunidades e actividades, em contacto próximo com as entidades locais. Destaque, nesta edição, para a oportuna entrevista ao ícone do fado Camané, um “Oeirense de gema no Dafundo”, aquando do lançamento do seu álbum “Do Amor e dos Dias”; para a incisiva crónica da cruz-quebradense Catalina Pestana, que se debruçou sobre a grande reportagem do Ponto “O ‘World Trade Center’ de Oeiras”, prevendo a concretização polémica do empreendimento “Porto Cruz” na frente ribeirinha da Cruz Quebrada; para as comemorações dos 130 anos da SIMECQ, a mais antiga colectividade do concelho de Oeiras, ou ainda para os esforços desenvolvidos por um grupo de cidadãos, pretendendo a elevação do Dafundo a vila, bem como a alteração dos limites da freguesia no Alto de Sta. Catarina.

Não foram obviamente esquecidas iniciativas relevantes da Junta de Freguesia local como a criação do primeiro serviço de telemedicina do País; a implementação do “Banco Solidário” e da “Loja Solidária”; a “Linha Medicamento em Sua Casa” ou a curiosa história de esforço e dedicação do já apelidado “presidente-motorista”. O Ponto acompanhou ainda desenvolvimentos quanto à impugnação, pelo grupo de cidadãos “Amigos da Cruz Quebrada”, do projecto imobiliário previsto na Quinta de Santa Sofia, e foi ao encontro dos alunos das aulas de alfabetização e de português, para quem a frequência às aulas, nas instalações da Junta, trouxe inegáveis benefícios à sua vida quotidiana. De regresso às páginas do Ponto, as inevitáveis e incríveis basquetebolistas sub-14 da SIMECQ pela conquista do campeonato nacional, e a jogar em casa!

Isto e muito mais, como a divulgação de valores artísticos locais – nesta edição, o internacional e cruz-quebradense power duo Youthless -, bem como dos principais eventos da região, sempre com uma pitada de entretenimento e humor. No seu jornal Ponto.

Editorial

É tempo de nos zangarmos

Não é preciso dizer que as coisas estão más; toda a gente o sabe. Portugal já tem a sociedade mais desigual da Europa, com 15% da população activa abrangida pelo salário mínimo (450 euros) – cerca de 804 mil pessoas -, e, em 2008, um pequeno grupo de cidadãos ricos (4051 agregados fiscais) tinha um rendimento semelhante ao de um vastíssimo número de cidadãos pobres (634.836 agregados fiscais).

É a depressão, a crise. Quase todos estão sem trabalho ou com medo de perdê-lo, e parece não haver fim para isto. Sentamo-nos em casa, em frente à televisão, e lentamente o mundo em que vivemos fica mais pequeno, enquanto tudo o que pedimos é para que nos deixem em paz com os nossos DVD’s, CD’s, televisores e microondas, que não chateamos ninguém. Mas como dizia o personagem Howard Beale no filme ‘Network’, de 1976, “eu quero que vocês se zanguem”. Não sei exactamente o que fazer à inflação, ao crime, ao desemprego ou à crise. O que sei é que, antes de mais, temos de nos zangar.

Mas somos um povo especialista em revoltar-se por conta alheia; nunca por conta própria. “O povo paga e reza. Paga para ter ministros que não governam, deputados que não legislam (…) e padres que rezam contra ele. Paga tudo, paga para tudo. E em recompensa dão-lhe uma farsa”, escreveu Eça de Queirós em 1872. Submisso este povo, deixando-se levar passivamente por mentirosos compulsivos que rejubilam e escarnecem da populaça conformada que paga o que eles quiserem, quando e como definirem, sem um esgar de protesto, sem um acto violento de revolta, se necessário.

O conde Alípio Severo, essa incrivelmente actual criação queirosiana, reflecte o segredo das democracias constitucionais: “Eu, que sou Governo, fraco mas hábil, dou aparentemente a soberania ao povo. Mas como a falta de educação o mantém na imbecilidade e o adormecimento da consciência o amolece na indiferença, faço-o exercer essa soberania em meu proveito…” Vivemos 40 anos de ditadura e vamos em 36 de democracia. Mas se a primeira eliminou o jogo democrático, destruiu liberdades e instaurou o fascismo político, a segunda manteve o jogo democrático mas reduziu ao mínimo as opções ideológicas; manteve as liberdades mas destruiu as possibilidades de serem efectivamente exercidas, instaurando um regime de democracia política combinado com fascismo social, segundo aponta, e bem, Boaventura Sousa Santos.

Se assim não é, vejamos: recentemente foi constituído um movimento cívico nesta freguesia chamado “Manifesto XXI” pensado pelas pessoas para as pessoas e, na sua segunda reunião, a uma noite de sábado invernal, apenas 20 bravos compareceram, alguns dos quais residentes noutras freguesias. Enquanto isto, vemos a opinião pública ser intoxicada por comentaristas políticos e económicos conservadores para quem o Estado social se reduz a impostos e deve ser abatido; para quem os portugueses empobrecidos vivem acima das suas posses, como se aspirar a uma vida decente e comer duas refeições por dia fosse um luxo repreensível.

Outro exemplo: o jornal Ponto foi criado com o intuito de dar oportunidades a estudantes de jornalismo ou jovens jornalistas e fotógrafos em busca de experiência e de constituir portefólio, mas, até hoje, não há registo de uma única candidatura espontânea oriunda da freguesia. Também o comércio e as empresas locais se abstiveram, até ao momento, no apoio ao projecto editorial que lhes está mais próximo.

Também a freguesia de Cruz Quebrada-Dafundo parece estar dormente, mas é aqui e agora que tem de começar a diferença. A “aldeia gaulesa” precisa de dizer basta, reaprendendo a defender a democracia e a solidariedade nas ruas, nos locais de trabalho, nos parlamentos. O Rei D. Carlos definia-nos há mais de um século como “um País de bananas governado por sacanas”. Os estimados leitores revêem-se inteiramente nisto?

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Jornal Ponto disponível online

O Ponto já está disponível online, para leitura ou download. Se, na barra horizontal, clicar em “Edições” ou na aba “N.º 1 – Abril/Maio 2010“, poderá aceder a todos os conteúdos da primeira edição do nosso jornal nos formatos JPEG ou PDF.

Acompanhe a realidade local e concelhia numa perspectiva fresca e única que lhe permite estar a par de novas oportunidades e actividades, em contacto próximo com as entidades locais. Destaque, nesta edição inaugural, para a inesperada e bem disposta entrevista a Catalina Pestana, para a crónica do actor Guilherme Filipe acerca do longo impasse que levou a praia da Cruz Quebrada a estar entre as “7 Ex-Maravilhas de Portugal” ou para a impugnação, por um grupo de cidadãos, do projecto imobiliário previsto na Quinta de Santa Sofia. Isto, claro, sem esquecer as vitórias admiráveis das basquetebolistas sub-14 da Simecq, a quem enviamos sentidas felicitações pela confirmada conquista do campeonato nacional, e o trabalho desenvolvido na Junta de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo, onde decorrem importantes aulas de alfabetização e de português para um heterogéneo grupo de alunos oriundos de quatro continentes, alguns com mais de 70 anos. Isto e mais, como a divulgação dos valores artísticos locais, a agenda dos principais eventos culturais da região ou uma pitada de entretenimento e humor. Tudo no seu jornal Ponto.

Editorial

“Não se cala a Imprensa; cala-se o povo”

Sendo propriedade da Junta de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo, o jornal Ponto, que aqui enceta uma era de “freguesia em movimento”, sai à rua com o objectivo único de prestar serviço público, servindo os leitores de modo a ser-lhes útil na tomada de decisões quotidianas e favorecendo o seu contacto com a freguesia, a região e respectivas entidades.

O poder do jornalismo só tem efectiva legitimidade se não se confunde com nenhum outro, sendo certo que o trabalho jornalístico, tal como o trabalho artístico ou científico, constitui um fim em si mesmo. O Ponto não é, pois, o mensageiro de uma verdade instrumental com objectivos políticos, sociais, económicos ou culturais. Trata-se de um jornal com convicções, no entanto independentes do poder autárquico que o suporta. Assim, maior será a sua credibilidade junto dos concidadãos que serve. É, antes de mais, com os leitores que o Ponto assume um compromisso.

“Quando a Imprensa não fala é o povo que não fala. Não se cala a Imprensa; cala-se o povo”, disse-nos William Blake. O povo (leia-se fregueses) está pois convocado para fazer, cada vez mais, deste o seu jornal. São essenciais as críticas, as sugestões, as colaborações de todos para que o Ponto cresça a ponto de ser uma marca de orgulho e comunhão da freguesia.

Em nenhum caso o rigor da informação será sacrificado em face de outros critérios, numa concepção editorial que corresponde a uma dupla exigência, de qualidade e de diversidade, com áreas de informação e tempos de leitura diferenciados que abrangem, em doze páginas, todos os géneros jornalísticos – da entrevista à reportagem; da notícia à crónica.

Ao correr da tinta privilegia-se a divulgação dos valores – históricos, artísticos, desportivos, literários e científicos – da freguesia e ainda, quando tal se justifique, do concelho de Oeiras, incentivando-se iniciativas que visem discutir e aprofundar problemas locais e concelhios. No entanto, é incontornável a divulgação de actividades promovidas pelo executivo da Junta de Freguesia local, na óptica da utilidade e do interesse destas para o leitor.

Em virtude da periodicidade alargada do jornal, a componente noticiosa irá abordar incidentes relevantes do passado recente, mas inevitavelmente colocar os olhos no futuro, mantendo a publicação o mais actual possível, pois “Homero é novo esta manhã e talvez nada seja tão velho como o jornal de hoje” (Charles Péguy).

O Ponto pretende implantar uma cultura editorial exigente e atenta à inovação, de forma a não desiludir os leitores mais críticos, sempre com um fortíssimo sentido de responsabilidade social, sobre o qual se erguem os princípios sagrados da liberdade de Imprensa. Uma palavra final para a crença, a visão e a perseverança do presidente da Junta Paulo Freitas do Amaral. Sem ele o Ponto não existiria.

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Apresentação do Ponto

O jornal Ponto saiu à rua no dia 29 de Abril de 2010. A apresentação, conduzida pelo director Hugo Simões e pelo presidente da Junta de Freguesia de Cruz Quebrada-Dafundo, Paulo Freitas do Amaral, decorreu na sede da respectiva junta, pelas 18h30. Marcaram presença cerca de 40 pessoas, entre as quais a grande entrevistada Catalina Pestana, futura cronista, e o também cronista do Ponto Guilherme Filipe. Para o registo ficam algumas fotografias (com agradecimento especial a Ricardo Pinto) entre as muitas que ainda poderemos acrescentar e o comunicado de Imprensa emitido um dia antes.  

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Comunicado de Imprensa (PDF)

Lisboa, 28 de Abril de 2010

Freguesia de Cruz Quebrada-Dafundo tem novo jornal

O mais recente jornal gratuito português chama-se “Ponto” e é apresentado amanhã, dia 29 de Abril, às 18h30, na sede da Junta de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo.

De carácter local, mas enquadrado no Município de Oeiras, nasce um jornal generalista, trimestral e gratuito, com tiragem inicial de cinco mil exemplares, destinado à população local. Segundo o director e jornalista Hugo Simões, “o Ponto sai à rua com o objectivo de prestar serviço público, servindo os leitores de modo a ser-lhes útil na tomada de decisões quotidianas e favorecendo o seu contacto com a freguesia e com a região”.

A concepção editorial conduz a áreas de informação e tempos de leitura diferenciados que abrangem, por ora em 12 páginas, todos os géneros jornalísticos – da entrevista à reportagem; da notícia à crónica. O mote, de serviço público e responsabilidade social, privilegia a divulgação dos valores – históricos, artísticos, desportivos, literários e científicos – da freguesia e ainda, quando tal se justifique, do concelho de Oeiras, incentivando-se iniciativas que visem discutir e aprofundar problemas locais e concelhios.

No entanto, é incontornável a divulgação de actividades promovidas pelo executivo da Junta de Freguesia local, na óptica da utilidade e do interesse destas para o leitor. Aliás, o incentivo foi dado pelo presidente da Junta Paulo Freitas do Amaral, que acredita assim contribuir “para uma comunidade melhor informada, transparente e participativa, com vista ao desenvolvimento individual e colectivo; económico e social”. Nesta edição inaugural do Ponto, ambos os responsáveis e co-fundadores versam sobre actuais questões que põem em rota de colisão o poder político e os média.

Para o director, “o Ponto não é o mensageiro de uma verdade instrumental com objectivos políticos, sociais, económicos ou culturais, tratando-se de um jornal com convicções, no entanto independentes do poder autárquico que o suporta”. E acrescenta: “Assim, maior será a sua credibilidade junto dos concidadãos que serve. É, antes de mais, com os leitores que o Ponto assume um compromisso.”

Segundo o jornalista, ”o Ponto pretende implantar uma cultura editorial exigente e atenta à inovação, de forma a não desiludir os leitores mais críticos, sempre com um fortíssimo sentido de responsabilidade social, sobre o qual se erguem os princípios sagrados da liberdade de Imprensa”. Em virtude da periodicidade alargada do jornal, a componente noticiosa irá abordar incidentes relevantes do passado recente, mas inevitavelmente colocar os olhos no futuro, mantendo a publicação o mais actual possível.

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Site em construção

O jornal Ponto será apresentado amanhã, dia 29 de Abril de 2010, na sede da Junta de Freguesia da Cruz Quebrada-Dafundo. Esta página será, até ver, o sítio oficial do jornal, mas encontra-se ainda em construção.

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